TRILHA DE MOTOS
trilha de motos seu forum de aventura
TRILHA DE MOTOS

TRILHAS E AVENTURAS DE MOTO DE TRILHA

***OTICA NERIVAM GRANDE VARIEDADE DE ARMAÇÕES E OCULOS ESPORTIVOS PRAZERES JABOATÃO-PE F:81-34763315***


Medida Certa embalagens plasticas -- copos descartaveis, sacolas, sacos e etc. F-88371324/98806345
Buscar
 
 

Resultados por:
 


Rechercher Busca avançada

Últimos assuntos
» Medida certa embalagens plásticas
Ter 9 Dez 2014 - 20:18 por ERICK

» Duvidas Para Montar Minha Moto de Trilha
Sex 11 Abr 2014 - 16:29 por juliobounner

» Vendo XR 200R
Sab 8 Mar 2014 - 18:35 por Edinho

» CRF 250L 2013
Sex 20 Dez 2013 - 9:29 por Rodrigo Ferreira

» YZ 450 2011 ou KX 450 2012
Sex 13 Set 2013 - 11:27 por Taboca

» Carburador NX 150
Seg 9 Set 2013 - 18:31 por BILLY DIKID

» Xr 200 . duvida escapamento
Sex 14 Jun 2013 - 12:33 por Fortes Xrf

» Troca de pistão ou kit de potencia
Dom 10 Mar 2013 - 18:42 por Fortes Xrf

» XR 250 Tornado 2002
Qui 7 Mar 2013 - 16:01 por Hectorsilva

Navegação
 Portal
 Índice
 Membros
 Perfil
 FAQ
 Buscar

Você não está conectado. Conecte-se ou registre-se

DICAS PARA UMA BOA TRILHA

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo  Mensagem [Página 1 de 1]

1default DICAS PARA UMA BOA TRILHA em Ter 25 Jan 2011 - 21:31

ERICK


Admin
MENU:

● Dicas de Pilotagem ● Cabo de Embreagem ou acelerador arrebentado.
● Preservação de Trilhas
● Embreagem patinando.
● O que é Enduro ● Corrente arrebentada.
● Dicas de Segurança! ● Para rebocar outra moto.
● Primeiros Socorros:
● Radiador furado.
● Problemas e Peças ● Pedal de marcha quebrado.
● Reparos de emergência ● O que comprar? DT180 , Agrale, XR200, XLR125, ..?????

● Sua moto morreu e não quer mais pegar. ● O que fazer na moto para transformá-la para trilha ?
● Se sua moto afogar no rio. ● O que fazer na primeira trilha?
● Pneu furado na trilha. ● O que levar ?


-----------------------------------------------------------------------------

DICAS DE PILOTAGEM

São muitas as técnicas para pilotar no fora-de-estrada, mas algumas dicas básicas ajudam a entender-se com a moto para dar inicio ao verdadeiro aprendizado. O ideal é os treinos constantes, evitando ficar muito tempo longe das trilhas para não “enferrujar”. Como em qualquer outro esporte, a prática e os treinos tem muito a ver com os resultados finais. Os principais obstáculos enfrentados nas TRILHAS/ENDUROS são:

- Subidas: Podem ser enfrentadas de duas formas. Nas subidas curtas, o piloto pode ficar sentado, com o corpo inclinado para frente e pegar embalo para vencer a inércia. A segunda técnica para longas subidas em pé na pedaleira, com o corpo para frente, controlando a aceleração para não levantar a roda dianteira.


- Descidas: A principal advertência não deixar a moto derrapar com a roda dianteira. O corpo deve ficar para trás, forçando o guidão com as mãos. Em descidas lisas ou molhadas deve-se ter cuidado com o uso do freio dianteiro para evitar o travamento.


- Riachos: Nem sempre é possível ver o fundo dos riachos e o maior prejudicado será o primeiro piloto a atravessar, porque terá que achar literalmente o caminho das pedras. É importante não deixar a água atingir o filtro de ar, nem deixar a moto cair no rio. Para facilitar a visão do piloto pode-se ficar em pé nas pedaleiras e mesmo que pareça refrescante, não deve passar muito rápido pelo riacho porque pode ter uma pedra ou tronco submerso. A dica é, se o riacho tiver partes clara e escura, esta ultima significa mais fundo, e também se partes do riacho tem correnteza é o local mais raso.


- Cavas: São erosões formadas por enxurradas que às vezes são tão grandes que quase escondem a moto dentro. Nas cavas grandes preciso tomar cuidado para não entortar os pedais de câmbio e freio. Nem sempre a moto e as pernas do piloto cabem, é preciso “caminhar” com os pés fora da cava e a moto dentro.

- Atoleiros: deve-se escolher o caminho mais seguro para evitar quedas, tentando ao mesmo tempo uma pilotagem agressiva e cautelosa, andar sempre com a marcha reduzida fazendo com que o motor esteja em alto giro para que se mantenha o pneu limpo. Não existem muitas técnicas especificas, mas vale uma dica importante. Antes de encarar o atoleiro de uma boa olhada em volta para procurar um caminho alternativo. Outra boa dica atravessar o atoleiro a pé, procurando lugares mais firmes para passar. O embalo é essencial, pelo menos irá vencer boa parte do atoleiro na velocidade. No caso da moto atolar não adianta nada ficar acelerando, pois a moto afunda mais. Desça da moto e mãos a obra.


- Troncos caídos: Neste momento é necessário uma “empinadinha” na roda dianteira para passar a frente da moto, quando o protetor do Carter bater no tronco, a moto deverá ser inclinada para frente e com a ajuda do corpo a roda traseira encosta-se ao tronco, então basta acelerar. A mesma técnica vale para pedras grandes no meio do caminho.

- Os pântanos: Normalmente estão nas extremidades dos lameiros e brejos, muitos trilheiros acabam afundando em pântanos, pois se ilude achando que vários matos e plantas significam solo mais resistente, sem saber, acaba passando por um pântano. No pântano a moto afunda muito, e solo faz sucção nos pneus e ao pé do trilheiro. Nenhuma moto consegue sair sozinha de um pântano, após ter entrado completamente no mesmo. É impossível, pode estar com pneus especiais, moto leve, ajudando fora da moto...não sai! Mas não se pode entrar em desespero, aqui vai a dica se um dia você entrar em um pântano:


1º Se você estiver sozinho, terá de procurar ajuda;

2º Não tente sair do pântano acelerando vendo que sua moto não se move, pois você só irá afundar mais;

3º Se não tiver corda para reboque, a melhor alternativa, é uma pessoa girar a roda dianteira e outra empurrar a moto acelerando vagarosamente;

4º Se você tiver corda, amarre na roda dianteira, e a outra ponta amarre em outra moto ou outro meio de locomoção, para puxar, é preciso dar "trancos", arrancando, voltando, arrancando e voltando, assim, até puxar a moto para um piso mais resistente, e então acionar a moto e sair. Se não tiver moto para puxar, amarre a corda na roda dianteira da moto atolada e a outra extremidade da corda amarre em alguma árvore forte próxima, pise em cima da corda e com isso irá puxar a moto.


Precaução: Antes de entrar, verifique a pé se não é pântano

- Os tocos: A princípio pode parece bobo, mas com certeza muitos trilheiros já sofreram acidentes graves por causa de tocos. Os tocos são o que sobra depois de árvores morta ou cortada, uns baixos, outros altos, uns visíveis e outros camuflados. É preciso uma atenção dobrada se você observar que na trilha há muitos tocos, quando há muitos seguidos, quer dizer que na área houve corte de árvores, é preciso atenção redobrada. Os acidentes mais comuns devidos a tocos na moto são: dedos e pés fraturados. Por isso, se você não tiver equipamentos, vá bem devagar!


- Buracos: São inevitáveis nas trilhas, mas não é buracos visíveis o problema, e sim os camuflados, que ficam por baixo de matas ou plantas típicas ao terreno. É preciso atenção, olhe bem o terreno, principalmente quando você perceber algo mais escuro no solo, se você avistar algo parecido, pare, e olhe se realmente é um buraco camuflado, se for, é preciso tomar cuidados, pois nessa região terá muitos iguais. Normalmente acidentes em buracos pode afetar a bengala da moto, ou as vezes, algo mais sério como a quebra da mesa inferior da moto e caixa de direção. Para sair de um buraco, é preciso que o motociclista puxe a roda dianteira da moto, junto com outra pessoa, se estiver sozinho, será preciso fazer alavanca com algum tronco.


- Os terrenos: Variam muito de acordo com o ambiente que você irá. Mas os mais perigosos são os que portam erosões, fundas, que possuem argilas e valas fundas. Quando chove, argilas viram pista de gelo, acumulativa no pneu, capaz de cobrir todos os cravos em pouco tempo. Se você puder evitar esse tipo de terreno, não pense duas vezes! Mas se não, as dicas são:


1º Se estiver sozinho, esqueça, volte!;

2º Desça segurando com os dois freios, em uma carga que não derrape as rodas, e com outro motociclista auxiliando, segurando a frente e a lateral da moto;

3º Procure andar sobre as valas mais superficiais, se não houve, ande longe da vala, para que o pneu não escorregue para dentro de uma vala funda;

4º Ao sair da erosão, pegue tocos e limpe entre os cravos dos pneus.

- Pilote sempre em pé na moto: Isso vale para as trilhas de final de semana, provas de Enduro FIM, Cross Country e provas curtas. Nas provas de rallye, a posição de pilotagem é outra. Pilotando em pé, você sentirá menos as "imperfeições" do terreno. A posição ideal é: Joelhos levemente dobrados, as pernas segurando a moto, coluna levemente inclinada para frente e cotovelos dobrados, voltados para cima. Com a moto parada, sua posição deixa você em pé, equilibrado. Você nunca deve se apoiar no guidão, ou seja, jogando ou segurando seu peso. Você sempre deve estar apoiado nas suas pernas, não nos braços.


- Mantenha o centro de gravidade: Mas o que significa isso? Simples, alguém já deve ter dito a você: "Quando estiver numa subida, encoste a barriga no tanque. Quando estiver descendo, vá para trás do banco..." Bom, é quase isso. Simplificando, manter seu centro de gravidade é manter seu corpo sempre em pé (ereto). Se estiver numa subida, apenas a moto deve se inclinar com o barranco. Seu corpo deve continuar "no prumo". Ou seja, o tanque vem até você, não é você que vai até ele. Pode ser que ele nem chegue, ou que ele queira passar da sua barriga, tudo depende da inclinação da subida.


O importante é manter o corpo sempre na mesma posição de equilíbrio de quando se está no plano. O mesmo vale para as descidas. Quando se está descendo, apenas a moto deve inclinar-se para baixo. Claro que, numa descida, você não vai conseguir ficar em pé, senão terá de largar do guidão. Mas suas pernas e cintura deverão permanecer o mais ereto possível, inclinando apenas o tronco. Isso fará com que o seu peso seja deslocado para trás e você continue em equilíbrio.


- Deixe os indicadores sobre os manetes: No começo, vai ser uma droga. Seus dedos vão doer, vai parecer que você não consegue segurar o guidão com firmeza, etc. Isso passa. Quantas vezes você não escorregou por ter travado o freio dianteiro? Pode ter certeza que foi porque você tomou um susto e "alicatou" o freio. Quantas vezes você não deixou a moto morrer, porque não apertou a embreagem a tempo? Se você estiver com os dedos já posicionados, as reações são muito mais rápidas e precisas. Você não vai mais "alicatar" o freio, pois o seu dedo já vai estar na posição certa quando você precisar dele. O mesmo vale para a embreagem.


- Curvas abertas: Não importa se o terreno está liso ou não, o método é o mesmo. Mantenha-se em pé, não sente. Ainda em linha reta, comece a desaceleração, vindo pela parte de fora da curva. Antes de iniciar a curva, trave seu freio traseiro, fazendo com que a moto derrape para se alinhar à parte de dentro da curva, apontando para a saída dela. Assim que ela estiver se alinhando, faça pressão na pedaleira do lado de fora da curva e retome a aceleração. Isto vai fazer com que você termine de derrapar enquanto aumenta a velocidade e, ao mesmo tempo, mantém seu corpo e a moto equilibrados, por causa da pressão na pedaleira. A melhor maneira de treinar este tipo de curva é fazê-las num terreno liso, forçando a derrapagem, até que você sinta confiança de que não vai sair voando curva afora.


- Curvas fechadas: Existem muitos modos de se fazer uma curva fechada. Vamos explicar dois deles. Ambos têm seus prós e contras:


1: Imagine um ponto no meio da curva. Trace uma reta que vai de onde você está até este ponto e outra que vai do ponto para a saída da curva. É assim que você vai fazê-la. Como? Simples: Não reduza a velocidade; freie pouco antes do ponto determinado, travando a roda traseira e derrapando a moto de forma que ela se alinhe à outra reta. Pronto, a curva está feita. Enquanto você derrapa, reduza a marcha para já sair forte da curva. A desvantagem desta curva é que você sai um pouco mais lento, mas em compensação, você freou depois do seu adversário e não precisou fazer uma "tomada" de curva, só precisou de um ponto.


2: Você irá reduzir um pouco antes da curva e, ao entrar nela, deslocar seu centro de gravidade para frente (sentando quase em cima do tanque), jogar a perna que estiver do lado de dentro da curva para frente, em direção à roda dianteira (não é para pôr o pé no chão, é para aumentar o peso na roda da frente) e calçar o máximo que puder o outro pé na pedaleira. Isso fará com que você aumente o peso na roda dianteira evitando que ela escorregue e manterá seu equilíbrio quando a roda traseira derrapar.


Num ponto da curva (você vai ter que descobrir o seu ponto) você começa a acelerar forte. A moto deve escorregar um pouco. Quando alinhar a moto na reta, você já deve estar voltando para a posição em pé, jogando seu peso na roda de trás para dar mais tração à roda traseira. A vantagem é de você sair forte da curva. Com prática, você deve conseguir fazer mais rápido do que a outra, mas você precisa de espaço para isso. Se estiver no corpo-a-corpo e seu adversário souber fazer a outra curva, é provável que você fique para trás.

- Frenagem: Todo mundo sabe acelerar, mas poucos sabem frear. Para quem não sabe, o principal responsável por parar a moto é o freio dianteiro, não o traseiro. Em linha reta e em alta velocidade, a melhor maneira de diminuir a velocidade rapidamente é se mantendo em pé na moto, com o corpo inclinado para trás. O uso do freio dianteiro deve ser progressivo, ou seja, você deve começar a pressioná-lo levemente e ir apertando aos poucos. Nunca fique dando "trancos" no freio, não ajuda em nada. O freio traseiro deve ser usado levemente, para ajudar na desaceleração. Numa entrada de curva, o freio traseiro será travado para provocar uma derrapagem.


- Pilotando no barro: Escolha o caminho mais seguro para evitar uma possível queda. Deixe a moto numa marcha reduzida, mas mantenha o giro do motor bem alto, para que o pneu mantenha-se limpo e não fique preso nas canaletas. Não confunda giro alto com velocidade. A velocidade será baixa, só o giro do motor que ficará alto.


- Pilotando na areia: Para não correr o risco de atolar, você deverá manter a roda dianteira bem leve. Para isso, mantenha-se sempre em pé na moto, com o corpo levemente inclinado para trás. Isto fará com que você alivie o peso na roda dianteira e aumente na roda traseira, o que dará mais tração. Aqui você também utilizará uma marcha reduzida, mas não tanto quanto no barro.


- Pilotando em piso duro: Este tipo de terreno parece tão liso quanto o barro, parece que seu pneu traseiro está furado. Para andar bem aqui, você deve utilizar uma marcha mais alta, deixando o motor trabalhar com um giro mais baixo, evitando que a roda traseira perca tração. Aceleradas bruscas e altos giros farão com que você derrape facilmente.


- Pilotando na pedras: Mantenha-se em pé na moto, com o corpo levemente inclinado para frente, aumentando o peso na roda dianteira, para evitar que ela "saia da mão". Num terreno muito acidentado, utilize uma marcha reduzida, para poder conseguir obter uma resposta rápida da moto, caso precise superar algum obstáculo.

VOLTAR

PRESERVAÇÃO DE TRILHAS

Os trilheiros do Trail Clube Parceiros da Lama têm grande experiência em trilhas de moto. Uma das coisas com que eles fazem é cuidar dos locais onde andam. Confira algumas dicas dos trilheiros quanto à preservação das trilhas!

É muito importante que todos os novos pilotos tenham consciência da importância de preservar as trilhas, e de que o contato direto com os proprietários é fundamental para mantê-las trilhas abertas. Geralmente pilotos que estão começando nas trilhas não gostam de andar junto com pilotos mais experientes, e isto é natural, mas por ser ruim também. Pilotos iniciantes não conhecem alguns macetes de como se portar perante os locais mais críticos e, muitas vezes, não conhecem locais perigosos, o que pode até gerar algum acidente grave. Também é necessário saber como de portar diante dos proprietários dos terrenos por onde você vai passar, pois o esporte depende diretamente destas pessoas.

Sempre que você for para as trilhas, tenha em mente que, depois de andar por elas, elas devem estar da mesma maneira que você as encontrou. Isto se refere principalmente à questão das porteiras. Certamente estas porteiras não foram colocadas por acaso, e se forem encontradas fechadas no momento que você chegou, elas devem permanecer fechadas após sua passagem. É aconselhável que o piloto que abriu a porteira seja também a pessoa que vai fechar esta porteira. Esta é a melhor maneira de se ter a certeza de que a porteira realmente será fechada.

Este problema é muito comum, e já observamos o fechamento da várias trilhas por irresponsabilidade de pessoas que deixaram porteiras abertas e, em alguns casos, os trail clubes até tiveram de indenizar proprietários em virtude de plantações destruídas. Se você observar alguma porteira em mau estado de conservação, não custa nada perder alguns minutos se souber consertar aquele arame quebrado, ou prender aquela estaca que caiu. Estes procedimento vão garantir, por exemplo, que a porteira não vai abrir por si própria após algum tempo e, se isso acontecer, quem vai levar a culpa de ter deixado ela aberta é o trilheiro que passou pelo local.

Outra questão muito importante é o cuidado que se deve ter com as plantações. Em hipótese alguma passe no meio de alguma plantação, mesmo que esteja apenas com terra arada. Pode ter alguma coisa plantada nesta terra, e os proprietários não ficam nada contente em ver suas lavouras destruídas. Sempre que for preciso passar na margem de alguma plantação, faça o trajeto com muito cuidado, evitando que a moto perca o controle, e entre na plantação.

Tente sempre contornar a plantação, e nunca cruzar pelo meio, mesmo que seja por meio de canteiros. Tenha também muito cuidado com as estradas de acesso as lavouras. Geralmente os proprietários mantêm estas estradas em bom estado de conservação para facilitar o deslocamento com as máquina agrícolas, e você não tem o direito de vir com sua motos jogando cascalho pra todos os lados. Este cascalho pode ter custado caro para o proprietário, e ele não vai gostar de vê-lo sendo jogado “ao mato”. Portanto, passe sempre devagar em estradas onde pode haver a possibilidade de ter alguém trabalhando.

É indispensável a cordialidade com os proprietários de terras. Sempre que você passar por moradias ande bem devagar, cumprimente as pessoas e sempre peça a autorização para seguir em frente. É muito interessante, também, parar e trocar algumas palavras. Tire o capacete, converse um pouco e siga a trilha. Desta maneira as pessoas acabam conhecendo você e criam confiança, e sempre lhe darão autorização para passar.

É muito comum trilheiros de cidades onde as trilhas já estão fechadas migrarem para outros municípios, e isso pode gerar problemas. Se você pretende fazer trilhas em outras cidades, entre em contato com os trilheiros delas e ande junto com eles, principalmente se a turma for grande. Os proprietários não gostam de ver uma turma muito grande passar por suas terras sem que eles os conheçam. Existem também trilhas nas quais os donos não permitem a passagem, e nestes os pilotos da cidade irão lhe orientar a não passar, e isso evita problemas.

Muito cuidado com os animais. Se for encontrado algum animal no caminho não o assuste. Siga devagar até que o animal saia do caminho, e depois pode acelerar. Em nossa região é muito comum a passagem próxima aos aviários. Nestes locais, ande bem devagar, com giro bem baixo no motor, e o mais distante possível. Nos locais onde tiver gado, também tome muito cuidado, se for preciso pare a moto e espere o gado se dispersar.

Com o aumento da quantidade de trilheiros, é muito comum encontrar pilotos no sentido contrário ao seu. Portanto, em locais onde é freqüente a passagem de pilotos, ande com muito cuidado, pois você pode se encontrar de frente com algum amigo trilheiro em alguma curva. Muito cuidado também nas estradas de chão. Deixe pra acelerar e gastar toda sua energia na trilha. Sempre que você ultrapassar algum veículo na estrada de chão cuide para o pneu de sua moto não jogar pedra no carro. Isso é uma questão de educação e respeito aos demais usuários da estrada. Procure passar em baixa velocidade na frente das casas, isso passará mais segurança para as pessoas.

VOLTAR

O QUE É ENDURO

Primeiro temos que saber a origem do Enduro, que veio do Trail.

O QUE É TRAIL?

O termo "trail" vêm do vocabulário inglês e significa caminho, trilha, rastro ou picada.

O Trail surgiu no Brasil, na década de 70, quando os amigos apaixonados por motos, carentes por um lazer alternativo para os finais de semana, procuraram uma forma de fugir da rotina, formando um interminável ciclo de amizades e confraternização.

A topografia do Brasil extremamente favorável, aliada à ausência de lazer de massa e pela limitação dos clubes campestres, tornou-se em pouco tempo propicio a prática deste esporte.

O Trail, comum em todo o mundo, logo tornou-se popular no Brasil, facilitando o surgimento de amizades e intercâmbio cultural, principalmente entre os treieiros, fazendeiros e colonos que habitam na região rural.

O QUE É ENDURO?

A palavra ENDURO vem do vocabulário francês e significa resistência.

Foi criado como uma forma de competição dentro da modalidade "trail", e, é praticado em trilhas (caminho, picada). Estas trilhas podem ser constituídas de estradas abandonadas ou secundárias, estradas pavimentadas ou não.

Sendo assim, uma competição de trail ou enduro de regularidade, associa geralmente a resistência do piloto e da moto, ao longo das irregularidades de uma trilha, seguindo as orientações básicas descritas em planilha (Mapa indicando o caminho) e a média de velocidade em cada trecho da competição, confeccionada pela organização da prova.

Vence a prova aquele que obtiver maior regularidade nos diversos trechos do percurso, que não pode estar adiantando e nem atrasado durante a prova. Aferição informatizada é feita pelos Postos de Controle da prova (PC's).

As provas normalmente duram algumas horas, mas podem ter longos trajetos, com duração de vários dias, passando por diversas Cidades e Estados.

Desta forma, máquina e piloto têm que estar sempre bem preparados, em sintonia para enfrentar as dificuldades do percurso.

O piloto que perder menos pontos (cada segundo adiantado ou atrasado acarreta perda de pontos), é considerado o vencedor da competição.

O ENDURO surgiu do Hobby de fazer Trail.

ENDURO DE REGULARIDADE DE MOTOS

Meio passeio, meio competição. Assim é o ENDURO DE REGULARIDADE, um esporte fora-de-estrada que surgiu como uma forma de transformar os passeios de motos em competição. Estes passeios são chamados fazer trilhas. Praticamente desde que surgiu a moto, no inicio deste século, os motociclistas sentiram que os passeios por trilhas cruzando, riachos, campos, morros, eram tão emocionantes (ou mais) que andar por estradas. Assim foi criado o trail (Palavra inglesa com o significado de trilha), o passeio fora-de-estrada, e as primeiras competições na terra derivadas dele. Logo que as motos começaram a sair da estrada, percebeu-se que uma das vantagens deste novo esporte era justamente a fuga do lugar comum. No lugar do asfalto, a terra, num contato direto com a natureza e as belezas que as cidades esmagaram.

O termo ENDURO originalmente era utilizado no Exterior para designar a competição em circuitos abertos, por estradinhas de terra, onde vence aquele que fizer o percurso no menor tempo. Aqui no Brasil houve uma variação da modalidade. Na verdade, o esporte praticado aqui seria um rali de regularidade, onde os competidores devem obedecer a uma média pré-estabelecida para os vários trechos do roteiro.

Vence o ENDURO de regularidade aquele que conseguir se manter dentro da média horária estabelecida. Durante o percurso da prova existem os Postos de Controle (PC’s) secretos que registram a passagem e o horário dos pilotos.

Para cada segundo de atraso em relação ao tempo ideal corresponde 1 ponto perdido e para cada segundo de adiantado corresponde a 3 pontos perdidos. São tolerados alguns segundos de atraso sem perder pontos com PC. Esta tolerância depende do regulamento da prova e por categoria do piloto. No caso do piloto passar adiantamento essa tolerância não é permitida. No final, vence o piloto que perder menor número de pontos. É preciso boa dose de concentração e habilidade para manter a média. Este é o grande desafio desse esporte.

VOLTAR

DICAS DE SEGURANÇA!


1 - SEJA RESPONSÁVEL.

(Respeite e exija que outros pilotos façam o mesmo, não arrisque sua segurança e das pessoas a sua volta com demonstrações gratuitas, malabarismos, alta velocidade, etc. )


2 - PILOTE SEMPRE DE CAPACETE E COM EQUIPAMENTO COMPLETO DE SEGURANÇA.

(Botas, capacete, óculos, colete, joelheira, cotoveleira e luvas são equipamentos imprescindíveis, não saia para um passeio sem eles, o capacete deve estar com presilha ajustada de modo a não sair da cabeça e deve ser usado na cabeça mesmo que seja para uma "voltinha"; protetores, joelheiras, devem estar sempre bem ajustados, o maior índice de traumatismo acontece nas pernas e pés, proteja-os sempre). Fundamental ter o tipo sanguíneo indicado no capacete para o caso de resgate emergencial.


3 - NÃO COMPETIR EM PROVAS EM QUE O ORGANIZADOR NÃO OFEREÇA ITENS BÁSICOS DE SEGURANÇA E INFRA-ESTRUTURA.

(Verifique a infra-estrutura existente, ambulâncias, médicos/paramédicos circulando pelo circuito, informe-se sobre as sinalizações de perigo, atenção, etc. Quem é o piloto 00 ??? Procure saber aonde são os sanitários, estacionamentos, etc.)


4 - SAIBA DA SUA SAÚDE E MANTENHA-SE SEMPRE EM BOA CONDIÇÃO FÍSICA.

(Avise sempre seus amigos sobre problemas com sua saúde, informe caso esteja tomando alguma medicação especial e só participe de provas em perfeitas condições físicas - é muito útil ter na bolsa de ferramentas barra de cereais, saches energéticos e analgésicos especialmente quando se faz grandes percursos)

5 - RESPEITE A COMUNIDADE LOCAL, PROPRIEDADES E LEIS DE TRÂNSITO.

(Lembre-se que todo lugar tem um proprietário e que o terreno foi cedido para o evento, respeite as limitações, cercas, porteiras, não ameace animais, procure não se afastar do trajeto pré-determinado. Somos sujeitos as leis de transito como qualquer veículo. Respeite as autoridades e muita atenção com os limites de velocidade quando passar por áreas urbanas, lembre-se, sempre há crianças nas ruas.


6 - SEJA SOLIDÁRIO DURANTE A PROVA, VOCÊ PODE PRECISAR.

(Sempre que puder, procure ajudar a quem esteja com problemas.Tenha cuidado com pessoas acidentadas, evite remove-las de imediato pois um movimento errado pode gerar seqüelas permanentes)


7 - RESPEITE O MEIO AMBIENTE.

(Preserve o trajeto o máximo possível, evite mudar o roteiro original, não destrua arvores, riachos e principalmente plantações, lembre-se que certamente irá passar novamente pelo local, jamais jogue lixo na natureza, evite beber e fazer uso de drogas enquanto estiver usando sua motocicleta)


8 - MANTENHA SUA MOTO E SEUS EQUIPAMENTOS EM BOAS CONDIÇÕES DE USO.

(Uma moto bem revisada e cuidada dificilmente lhe trará problemas, pneus, relação, escapamentos, etc devem estar bem regulados e em perfeitas condições de uso. Equipamentos pessoais não devem ser modificados ou alterados pois perdem suas características de proteção.)


9 - NÃO FAZER USO DE MOTOS, PEÇAS E OFICINAS DE ORIGEM DUVIDOSA.

(Evite freqüentar oficinas e comprar peças cuja origem você não saiba, lembre-se que você pode estar adquirindo material roubado e que pode ser enquadrado com receptador.)


10 - LER OS REGULAMENTOS, CONHECER OS SEUS DIREITOS E OBRIGAÇÕES.

(Conhecer seus direitos e obrigações é fundamental para tomar atitudes corretas, procure verificar com antecedência o que pode e o que não pode ser feito)

VOLTAR

PRIMEIROS SOCORROS:


1- Qual o principal cuidado que um trilheiro deve ter ao se deparar com um colega que tenha caído e esteja inconsciente ou obnubilado?

R: Ao se deparar com um trilheiro caído e ou desacordado a preocupação é deitar o acidentado evitando movimentos da cabeça fixando-a com as 2 mãos, enquanto um ou mais pessoas deitam o acidentado (posição dorsal --> barriga para cima), de preferência em um plano rígido ( tábua por, exemplo), chamando então o socorro especializado, SAMU ou Bombeiros. Na eventualidade da existência de um colete cervical o mesmo deve ser imediatamente aplicado.


2- Quais os riscos de se colocar um trilheiro machucado em um veículo qualquer na tentativa de se agilizar o socorro?

R: Deve-se evitar transportar inadequadamente o trilheiro, particularmente colocando-o em um carro para transporte. A conduta correta é a descrita no item anterior.


3- Caso não se consiga contato para que pessoas especializadas façam o socorro e o trilheiro tenha que ser removido pelos própios colegas, quais os cuidados que estes devem ter?

R: Neste caso, o transporte deve ser feito sobre uma superfície rígida (tábua), com uma pessoa mantendo a cabeça fixa entre sua 2 mãos.


4- Nos casos em que houver trauma de face e o trilheiro esteja com alguma dificuldade em respirar, existe alguma manobra que possa ser feita na tentativa de se desobstruir as vias aéreas?

R: Tentar desobstruir as narinas e a boca, tracionando delicadamente a língua para fora. Eventualmente pode estar indicada a respiração "boca-a-boca" efetuada por alguém que tenha experiência com o procedimento.

5- Como deve ser tratada a coluna cervical imediatamente após o trauma?

R: A coluna cervical deve ser imediatamente imobilizada com o paciente deitado. Como colar cervical nem sempre está disponível no local do acidente, a mobilização pode ser feita com as duas mãos sustentando a cabeça de uma pessoa especialmente designada para essa tarefa de impedir os movimentos da cabeça, o que fixa provisoriamente a coluna cervical.


6- No caso de haver algum sangramento evidente, o que pode ser feito?

R: No caso de sangramento, comprimir e elevar o membro atingido ou realizar uma compressão sobre a região atingida (manual ou com uma toalha) enquanto procede-se a remoção ou aguarde o socorro especializado.


7- Como manter o paciente até a chegada de socorro especializado?

R: Manter imobilizado, com a cabeça ligeiramente mais baixa e imobilizada.


8- Quando deve se suspeitar de fratura? Existe algum cuidado especial a ser tomado nesta situação?

R: Ocorrendo a suspeita de fratura, procurar imobilizar o segmento atingido.


9- O Sr. acha que existe algum item que deva ser carregado com trilheiros para estar disponível no coso de necessidade, como por exemplo um colete cervical?

R: O trilheiro deveria portar entre seus acessórios um colar cervical.


10- Finalmente, existe alguma leitura relacionada ao atendimento de traumatizados por leigos que o Sr. recomendaria aos trilheiros?

R: Os cursos de primeiros socorros ministrados pelos Bombeiros são sempre de utilidade nessas circunstancias.

VOLTAR

PROBLEMAS E PEÇAS

1. Peças & Funções

Um carburador é um conjunto de peças que mistura ar com gasolina em uma medida exata sobre uma faixa de volume alterada. Para um motor 2-tempos a mistura ar/gasolina ideal e 12.5/1. Os principais componentes (variáveis) do carburador são;

- Parafuso do ar

- Ângulo do pistão do carburador

- Giclê da marcha lenta

- Agulha do pistão do carburador

- Giclê principal


Veja como estes componentes trabalham em várias faixas de abertura do acelerador.

- Fechado até 1/8 aberto - Parafuso do ar, e giclê da marcha lenta

- 1/8 até 1/4 aberto - Parafuso do ar, giclê da marcha lenta, e ângulo do pistão do carburador

- 1/4 até 1/2 aberto - Ângulo do pistão e agulha do carburador

- 1/2 até abertura total - Agulha do pistão do carburador e giclê principal


2. Problemas Mecânicos

O processo de ajustar a carburação é simples mas pode virar uma dor de cabeça quando outros problemas mecânicos interferem na carburação. Antes de mexer na carburação certifique-se de que o motor não tem um ou mais dos problemas a baixo.

Vazamento de ar - Vazamentos de ar podem ocorrer na base do cilindro, coletor de admissão ou retentor do rotor. Estes problemas se manifestam através de uma resposta retardada e detonação do motor.

Vazamento de óleo - Um dos dois eixos do virabrequim é banhado em óleo. Se o retentor neste lado vaza, o óleo pode entrar na câmera de combustão onde é queimado deixando a carburação rica demais, sujando a vela.

Vazamento de água - Vazamentos de água geralmente ocorrem na superfície do cabeçote e cilindro interferindo na combustão do motor (falhando). Hondas e Kawasakis são sensíveis a este tipo de vazamento porque usam juntas metálicas. Sempre verifique o nível de água do radiador. Sintomas deste problema são; vapor escapando pelo ladrão do radiador e um motor que parece estar com uma carburação rica.

Válvulas de escapamento carbonizado - com o tempo as válvulas do escapamento ficam carbonizadas. Em certos casos elas podem travar, alterando a resposta do motor (deixando o motor mais fraco). Quando você retirar o cilindro, sempre limpe as válvulas com uma lixa 400. Se as válvulas estão muito carbonizadas, verifique também o escapamento e limpe o (queimando) se necessário.

Ponteira queimada - Quando a lã de vidro da ponteira queima, turbulência ocorre dentro da ponteira, afetando a performance do motor em alta.

Taxa de compressão correta - A maioria das motos que são importados vem com uma taxa de compressão alta preparada para um tipo de gasolina superior a nossa (com maior número de octanagem). Se você pretende usar gasolina comum de posto (não gasolina de aviação ou race gas), você provavelmente tem que reduzir a compressão até no Maximo 185 psi (pounds per square inch) para evitar detonação. A melhor maneira de fazer isto é aumentar o volume do cabeçote. Existem bons torneiros que fazem este trabalho por uns R$20. Algumas oficinas ou até representantes de motos aqui no Brasil (Agrale/Husqvarna) colocam uma ou várias juntas grossas na base do cilindro para abaixar a taxa de compressão. Embora que este procedimento seja relativamente simples não requerendo o uso de um torno, o levantamento do cilindro altera o diagrama de abertura e fechamento das janelas, comprometendo a performance do motor.

Palhetas trincadas ou quebradas - Com o tempo ou quando o motor é acelerado demais as palhetas podem trincar ou quebrar comprometendo o torque do motor. Uma moto com palhetas defeituosas é difícil de se ligar e perde torque.

Faísca fraca - Quando as bobinas do motor ficam fracas a faísca da vela pode ficar fraca, causando falhas em alta.

Respiro do carburador entupido - Quando os respiros do carburador ficam entupidos a resposta do motor fica fraca. Sempre verifique se os respiros não estão entupidos ou dobrados entre os sistema da suspensão.

Nível das bóias - Quando o nível das bóias fica baixo, o motor fica com a carburação pobre. Caso contrário, quando o nível fica alto demais o motor parece afogado (rica).

Válvula de combustível gasta - Com o tempo a agulha da válvula de entrada de combustível gasta, permitindo que o combustível entre excessivamente no carburador deixando a carburação rica. Troque a válvula a cada dois anos.

3. A influência do clima

A clima pode ter uma grande influência sobre a carburação. As variáveis da clima alteram a densidade do ar. Quando a densidade aumenta você tem que deixar a carburação mais rica e vice-versa. Abaixo os principais fatores que alteram a densidade do ar: Temperatura do ar - Quando a temperatura sobe a densidade do ar cai. · Umidade - Quando a umidade sobe a densidade do ar sobe. · Altitude - Quanto mais alto, menos densidade do ar.

4. Ande e sinta !

Agora que entendemos as principais funções dos componentes do carburador, influências do clima e que eliminamos problemas técnicas, vamos trabalhar!

Existem vários métodos para se ajustar o carburador, mas a mais eficaz é andar, sentir, ouvir e experimentar. Comece colocando pequenas marcas do punho do acelerador, segmentando ele em 4 divisões (marcha lenta, 1/4, 1/2 e marcha alta). Coloque a mistura de óleo (em caso do motor 2-tempos) que você pretende usar sempre e escolha um terreno amplo e plano ou levemente inclinado com solo firme para testar a moto.comece sempre com os giclês originais da fábrica para iniciar o teste. Para verificar a carburação até 1/2 abertura use a segunda ou terceira marcha. Para as posições acima disso use a terceira e quarta marcha. Altere as posições do acelerador lentamente entre as respectivas divisões. Se a resposta for lenta e o barulho do motor é booooooowah, é um sinal que a carburação está pobre. Levante o afogador um pouco e verifique se a resposta melhora. Se a carburação for rica o motor produz um barulho de blublublublu soltando fumaça, como se estivesse no afogador. Sempre faça os ajustes dos giclês conforme as áreas de operação descrita em ponto 1. Geralmente o parafuso do ar fica 1 ou 2 giros aberto. Para fazer o ajuste fino, gire o parafuso do carburador, aumentando os giros um pouco e gire o parafuso do ar até o ponto onde o motor atingir o máximo de rotação, este é o ponto ideal.

Como resolver problemas de partida?

Muitos pilotos e até mecânicos, quando preparam uma moto, só pensam em melhorar o desempenho do motor ou suspensão - "Tudo bem o motor pega em 4 ou 5 partidas".
Tudo bem nada! Uma partida difícil geralmente indica algum problema mecânico ou elétrico, além do mais a diferença de um 1 ou 5 partidas pode custar muitas posições em uma corrida. Principalmente em enduros do tipo Cross-Country onde a largada é feita com motor desligado. Uma partida rápida pode fazer a diferença entre um hole-shot (largada em primeiro lugar) ou muita poeira e pilotos na sua frente.
Neste artigo nós indicamos as principais causas de problemas com partida.

Para ligar uma moto precisa-se de 3 coisas;

- Combustível

- Ar (compressão)

- Ignição



Se um dos elementos acima não esta em harmonia com os outros, por exemplo uma ignição fora-do-ponto ou mistura incorreta, com certeza ocorreram problemas.

1 – Combustível

Geralmente os problemas de partida são relacionados a algum problema de carburação. Nas motos mais antigas é comum que o motor fique afogado por causa de uma alteração no nível das bóias, ou gasto da válvula de entrada de combustível. Vibrações das bóias e da agulha causam gastos de material que elevam o nível de combustível na cuba. O afogador também pode ter gastos permitindo que parte do combustível suba até o canal do afogador constantemente. Uma maneira fácil de verificar se o motor está afogado e analisar a vela (em breve nos publicaremos um artigo específico sobre este assunto).

2 - Ar (compressão)

Problemas de partida com ar são freqüentemente causados por uma baixa taxa de compressão. Geralmente causados por anéis e pistão gastos. Para verificar o problema, pegue um medidor de compressão, abra o acelerador, aperte o botão de corta-corrente para evitar problemas de ignição ou tomar choque, e pedale o pedal de partida rapidamente até que o medidor tenha atingido o máximo. A pressão mínima para um motor pegar e 120psi (pounds per square inch). A maioria das motos tem uma taxa de compressão de 175 até 200 psi.

3 – Ignição

Problemas comuns com a parte de ignição são conexões oxidadas ou falhas no sistema de ignição. Para evitar problemas com conexões, limpe-as freqüentemente e aplique um spray próprio para sistemas de ignição. Não use silicone ele oxida as conexões. Existem duas maneiras de se verificar a parte elétrica:

1. medindo a resistência das bobinas;

2. medindo a voltagem que alimenta a bobina principal que fica entre o stator/rotor e a vela. Um motor necessita atingir no mínimo 45 Volts (CA), pedalando, para ele pegar. Se você não tem um voltímetro mas quer verificar se a ignição está ficando fraca, reduza a abertura dos contatos da vela até 0.05mm. Se o motor pegar mais facilmente, isto é um sinal que o gerador está ficando fraco. Casa você tenha de empurrar a moto para que ela funcione, com certeza existe algum problema com a ignição e provavelmente o motor também apresenta outros problemas como: falha em giros altos ou queima da vela.

O meu pedal de partida da retrocesso !

Quando o motor da retrocesso é sinal que o momento de ignição está avançado. Quando a energia da mistura do combustível é maior que a força da massa em movimento do piloto, o pistão volta na direção contrário causando uma força reversa no pedal de partida. Quanto maior o tamanho do motor e o grau de avanço da ignição, maior a força de reversão. Motos com 500 ou mais cilindradas podem ser muita violentas e podem causar lesões nos pés e joelhos. É recomendável sempre usar botas com solado grosso e virar o guidão de lado, evitando que o joelho bata de volta no guidão. Duas coisas causam o avanço da ignição.

- Ignição mal regulada ou solta

- Chaveta da ignição deslocada



A verificação do ponto de ignição pode ser feita após a retirada do rotor. Geralmente há um marca na base da ignição que tem de ser alinhada com uma outra marca no carter. A chaveta de ignição pode se deslocar causando uma alteração no momento da ignição. Os cantos da chaveta não podem mostrar sinais de desgaste (bordas arredondas). Problemas com a chaveta geralmente tem a origem no eixo da virabrequim e/ou cavidade do rotor, impedindo que o rotor se encaixe bem no virabrequim, transferindo toda força lateral na chaveta. Usando um lixa >200 ou pasta para lapidar válvulas geralmente garante que os dois componentes se encaixem bem, evitando problemas com a chaveta

Depois de ter entrado no rio, minha moto não quer mais pegar !

Quando você atravessa um rio há o risco de entrar água na ignição ou no motor através dos respiros do carburador, filtro do ar, ou a ponteira caso o rio for realmente fundo! Se a sua moto cala num rio você tem que seca-lo da seguinte maneira:

1. Drene a gasolina da cuba do carburador.

2. Caso que entrou água no cilindro, retire a vela, vire a moto de cabeça para baixo, engate a 3a marcha e gire a roda traseira. Isto tira toda água do cilindro e motor. Tome cuidado para que o óleo do motor e/ou gasolina não vaze através dos respectivos respiros. Verifique também se não tem água no escapamento e retire o caso necessário. Nunca da partida com água no cilindro, isto pode causar danos sérios.

3. Se o motor ainda não quer pegar, tem água na ignição. Remova a tampa da ignição para drenar a água.

Minha moto não pega quando ela está muita quente !

Andar prolongado em trilhas fechadas com baixa velocidade pode super-aquecer o motor. Neste caso deixe o motor refrigerar até que a temperatura volte ao normal e verifique o sistema de arrefecimento (nível de água, ou colméia obstruída por jato (na lavagem) ou barro. Uma outra possível causa pode ser baixa compressão (veja acima).

Minha moto não pega depois que ela caiu !

Geralmente quando se cai com a moto o carburador transborda pelos respiros. Neste caso siga os passos apresentados a seguir. Esses passos valem também em outros situações de afogamento em geral.

1. Feche a torneira do tanque e abra totalmente o acelerador enquanto você da partida. (Não use o afogador!)

2. Se o motor não pegar depois umas 10 pedaladas pare e espere uns 15 minutos, permitindo assim que o motor refrigere. Se você preferir reduzir este tempo, tire a vela e pedale umas 6 vezes. Mas tome cuidado na retirada da vela para que nenhuma sujeira caia dentro do cilindro.

3. Se o motor ainda não pegar, use uma vela nova; principalmente se a vela estiver molhada e mostrar sinais de sujeira.

Use a cabeça pedalando! Se você percebe que o motor não pega por causa de um problema técnico, pare e economize sua energia !

VOLTAR

Reparos de emergência

Sair para fazer uma trilha no final de semana e acabar no meio do caminho com a moto estragada é realmente muito ruim. Ninguém quer que isso aconteça mas, cedo ou tarde sempre acaba acontecendo com alguém do nosso grupo. Hoje em dia as motos são muito confiáveis então as pessoas não estão mais tão bem preparadas para enfrentar situações desse tipo. Poucos carregam ferramentas e a maioria não sabe fazer os reparos mais básicos. O importante é saber que nessas horas, criatividade é fundamental para poder improvisar com o que se tem em mãos para continuar a trilha ou pelo menos voltar para casa. Abaixo damos umas dicas de como se virar em situações em que todo trelheiro um dia (cedo ou tarde) vai encontrar.

VOLTAR

Sua moto morreu e não quer mais pegar.

Em primeiro lugar vá para um local seguro. Nada de ficar parado no meio da trilha logo depois daquela curva maravilhosa. De nada adianta bater o click até não agüentar mais. Exceto no caso de algumas motos 4T que simplesmente se recusam a ligar por mau humor deve-se usar a cabeça e um pouco de método para descobrir onde está o defeito. O motor precisa de três coisas básicas para funcionar: combustível, faísca da vela e ar.

Combustível = Geralmente não ocorre repentinamente. A moto falha, fica acelerada, perde força e vai piorando até que apaga de vez.

Em primeiro lugar sacoleje a moto e veja se tem gasolina, ou se a moto entrou na reserva. Caso suspeite de algum entupimento, feche a torneirinha e experimente soltar um parafuso que fica no fundo do carburador. o combustível que fica retido dentro do carburador irá escorrer por uma mangueira ou pelo próprio parafuso. Apare esse combustível antes que ele caia no chão ou na moto com uma folha. Caso encontre algumas sujerinhas o problema pode ser ai. Muitas vezes só essa drenagem resolve mas às vezes pode ser necessário abrir o carburador para soprar umas pecinhas.

Faísca da vela = Suspeite de defeitos elétricos se a moto dá tiro pelo cano de escape, falha, se você molhou a moto ou se o defeito ora acontece, ora não. O teste básico é retirar o cachimbo, conectar outra vela, encostar a rosca dela no motor e dar a partida. Se saltar uma faísca forte (azul) OK. Troque a vela da moto e reze para funcionar. Se o teste provou que a moto não está produzindo faísca, retire o cachimbo e tente sem ele. (às vezes ele queima). Experimente desligar os fios do engine stop e tentar ligar a moto. Confira as conexões elétricas (na frente e embaixo do tanque) e veja se não tem nenhum fio quebrado/amassado principalmente perto da caixa de direção.

Ar = Qual foi a última vez que seu filtro de ar foi limpo? Se você nem sabe onde fica isso pode ser sinal de má notícia. Ou em casos extremos, se o motor está nas últimas (anéis gastos ou quebrados) pode ser que a compressão esteja tão baixa que a moto não faz aspiração mais. O pedal de click está muito leve? Talvez com um tranco a moto pegue. Volte correndo para casa.

Outros.
Superaquecimento = Algumas motos ficam difícil de pegar após uma trilha muito fechada. Paciência. Espere um pouco, curta o visual que depois ela liga.

Afogou. Você caiu? Desceu um morrão com a moto desligada? Agora a moto não quer pegar? Feche a torneirinha, acelere tudo. (não fique bombeando) tente fazer a moto ligar. Depois de umas 10 pedaladas mude de estratégia. Solte o acelerador. Tente novamente...

VOLTAR

Se sua moto afogar no rio.

1- Se o click ficar duro para descer não force. O motor está cheio de água.

2- Tire a vela de ignição e o filtro de ar. Seque qualquer água que tiver dentro do filtro de ar. Seque o cachimbo para não haver fuga de corrente.

3- Esprema bem o filtro de ar para tirar toda a água e sujeira e coloque para secar. Observe pelo filtro e pelo tipo de rio qual o tipo de água que entrou no seu motor. Se foi água limpa, ok mas se tinha muita terra ou areia misturada à água pode ser sinal de problemas.

4- Feche a torneirinha de combustível, dê um nó na mangueira de respiro do tanque e vire a moto de cabeça para baixo , engate uma marcha qualquer e rode a roda traseira (na direção que ela roda normalmente) para expulsar a água do motor. Enquanto estiver rodando a roda observe o barulho do motor. Se o motor faz um barulho de algo raspando, pode ter areia dentro do motor. Tentar fazer a moto funcionar assim pode fundir o motor. Melhor rebocar a moto para uma oficina por que vai precisar abrir o motor para uma lavagem das peças.

5- Voltar a moto para a posição normal, escorra a gasolina que fica dentro do carburador por que ela pode ter se contaminado também.

6- Verifique se tem água dentro do magneto (tampa do lado direito do motor perto do pedal de marcha). Em algumas motos 4T o magneto fica dentro do óleo do motor. Nesse caso não devemos mexer com isso. Na Agrale também não é bom tirar essa tampa por que vai vazar toda a água do radiador. Se a tampa for de plástico pode tirar sem medo.

7- Jogar um pouco de gasolina pelo buraco da vela de ignição. Cuidado para que a faísca do cachimbo/vela não coloque fogo na moto.

8- Instalar a vela e tentar fazer a moto ligar. O mais fácil é tentar com o afogador puxado e sem acelerar.

9- Se a moto não pegar logo, tire a vela e sopre-a, (observe se ela está molhada de água use um isqueiro para secar a vela) jogue um pouco de gasolina dentro do motor, coloque a vela no lugar, e tente fazer a moto ligar novamente. Repita os passos de 8 e 9 até a moto pegar.

10- Caso a moto não esteja querendo ligar investigue algum outro problema. Veja se ela está dando faísca. A água pode ter entrado nas conexões elétricas ou no botão do engine stop. Veja se a gasolina que chega no carburador é pura.

11- Quando a moto pegar, ainda demora um pouco para ela aceitar aceleração. Coloque o filtro de ar com a moto ligada para evitar que ela morra.

12- Depois verifique se o óleo da caixa ficou esbranquiçado, tipo leite. Se for o caso é por que entrou água na caixa de marcha. Confira a lubrificação da suspensão traseira, dos rolamentos das rodas e do desmultiplicador. Pode ter entrado barro também dentro do cabo do velocímetro.

VOLTAR

Pneu furado na trilha.

Se o seu pneu furar no meio de uma trilha, você deve ir para um borracheiro o mais rápido possível. Quando mais a moto andar maior é o risco de estragar o pneu ou até mesmo a roda da moto. Se alguém tiver um spray para reparo instantâneo de pneus pode ser que funcione. Se você andou com o pneu vazio é capaz de não funcionar. Sempre vale a pena ter um às mãos. Eles já me salvaram muitas vezes. Leia as instruções no rótulo e se o pneu não voltar a esvaziar no dia seguinte o furo estará remendado por algum tempo. Eu digo por algum tempo por que o spray veda o furo entupindo-o e mais cedo ou mais tarde acabará vazando pelo buraquinho que ainda estará lá.

1- Em primeiro lugar, confira o aperto da trava de pneu. Procure algum prego ou raio solto enfiado no pneu. Retire o prego ou o raio antes de continuar andando com a moto para não aumentar o furo. Se o prego estiver impedindo a saída do ar deixe ele onde está.

2- Tente andar sem freadas ou acelerações bruscas.

3- Coloque seu peso mais na roda que está boa.

4- Evite passar nos buracos e desvie de todas as pedras. (se possível)

5- Se o pneu estiver querendo sair da roda amarre-o com uma corda ou um arame.

6- Ande de vagar. Cuidado nas curvas e freadas.

7- Quando o borracheiro desmontar o pneu tente descobrir por que o pneu furou. Pode ser uma ponta de raio, alguma rebarba no aro da roda, a câmera pode ter rasgado quando você bateu em uma quina de pedra, a trava de pneu pode ter mordido a câmera, o pneu pode ter rodado no aro e pode ser um prego que ainda está no pneu.

VOLTAR

Cabo de Embreagem ou acelerador arrebentado.

Esse é um defeito de fácil prevenção, normalmente os cabos arrebentam nas extremidades. Quando começar a desfiar troque o cabo por que ele não vai durar mais quase nada. Olhe também se o seu cabo foi queimado pelo escape ou se o guidon não esmagou ele. Se quando você aperta a embreagem ou acelera e sente que algo está raspando, verifique se não é o cabo de aço que está desfiando. Existe uma pecinha própria para essas situações: O quebra galho. É só aparafusar na ponta do cabo de embreagem que dá para continuar andando com a moto. Evite usar a embreagem por que às vezes ele não resiste muito tempo.

No caso do acelerador o quebra galho é muito grande. Arrume um interruptor de luz. Olhe que atrás dele, tem um lugar de enfiar o fio e apertar um parafuzinho. Arranque essa pecinha com um alicate e use como quebra galho. Se arrebentar em baixo, no carburador, tome cuidado para que não caia nenhum pedaço do cabo arrebentado e o quebra galho dentro do motor.
Provavelmente vai precisar regular a embreagem ou o acelerador novamente.

VOLTAR

Embreagem patinando.

1- Evite acelerar muito.

2- Passe as marchas antes do momento que você passaria normalmente.

3- Evite os morros.

4- Não espere acabar a embreagem totalmente para ser rebocado. Se estiver difícil, enquanto alguém te reboca você só acelera um pouquinho para ajudar.

5- Se a caixa de marchas estiver esquentando muito perto de onde fica a embreagem, (perto do pedal de freio) pare e espere esfriar.

6- Cabo de embreagem agarrando ou regulado muito alto podem fazer a embreagem patinar. Volte a alavanca da embreagem lá no motor com a mão.

VOLTAR

Corrente arrebentada.

Se a corrente de alguém arrebentar no meio de uma trilha, verifique se não foi só a emenda que soltou. Nesse caso é só colocar outra emenda observando o sentido da trava e continuar a trilha normalmente. Caso não tenha nenhuma emenda ou a corrente tenha arrebentado de jeito que não dê para consertar, a moto vai ter de ser rebocada. Se a corrente estiver presa na roda ou no pinhão e você não consegue tirar ela, tente soltar a roda ou o pinhão para facilitar.

VOLTAR

Para rebocar outra moto.

1- Amarre as motos com distância de uns 2 metros uma da outra.

2- Cuide para que a corda não entre na roda.

3- Mantenha a corda sempre esticada para evitar dar tranco em quem está sendo rebocado.

4- Nas descidas a moto que vem atrás deve frear a da frente. Se a descida for grande vale a pena desamarrar as motos.

5- As motos 4T são melhores para rebocar que as 2T. Quanto mais torque em baixa a moto tiver melhor. Uma XR 250 é melhor para puxar outra moto que uma CR 250.

6- Se não tiver corda improvise com qualquer coisa (arame, mangueira, corrente da moto que estragou...)

VOLTAR

Radiador furado.

Se o radiador da sua moto estiver vazando, e se o vazamento não for muito grande, talvez dê para dar um jeito. Procure um boteco na trilha e peça um ovo cru. Jogue a clara do ovo dentro do radiador. Massa de tomate também funciona. Na maioria das vezes o furo para de vazar.
Se for uma mangueira vazando, tente enrolar umas tiras de câmara de ar ou fita isolante na mangueira. Andar com a tampa do radiador mal fechada evita pressão no sistema e ajuda a diminuir os vazamentos.

VOLTAR

Pedal de marcha quebrado.

Se o seu pedal de marcha quebrar ou simplesmente sumir, coloque uma marcha com um alicate. Se for em uma trilha tente ir de segunda ou primeira. Na estrada, empurre a moto um pouco para ajudar a arrancar e use uma terceira ou quarta.

VOLTAR

O que comprar? DT180 , Agrale, XR200, XLR125, ..?????

Pra quem tá começando, o melhor é comprar uma moto que seja leve e tenha manutenção barata. Não inventa de comprar uma XLX350, que você vai desistir na primeira trilha.... a não ser que você tenha mais de 1,80m e esteja acostumado a levantar peso....

Eu sempre recomendo a DT180, pois em geral é uma das mais baratas para aquisição ( isso faz com que sobre um dinheirinho para compra do equipamento de segurança, que é super importante ), e as peças de reposição são igualmente baratas.

A Agrale é uma boa moto, mas como já está fora de linha a algum tempo, é difícil achar uma bem inteira, e as peças de reposição geralmente não são originais.... ai já viu, né... Mas é uma boa motocicleta, se estiver sempre em dia.

As XRs são uma excelente opção para iniciantes, o motor 4T é suave, e a moto tem força para vencer os obstáculos, mecânica fácil e barata. Mas já é uma moto mais cara. Se você tem condições financeiras de adquirir uma , vale a pena. Só cuide com a proporção entre você e a moto, pois a ciclística ( Ciclística = posição de pilotagem ) , da XR é para pilotos de até 1,70m +/-, se você for mais alto , poderá ser desconfortável , suas pernas ficarão muito encolhidas.

XLR125. Vale as mesmas observações da XR, só que o motorzinho é sensivelmente mais fraco. Não recomendo essa moto para iniciantes, pois pelo fato do motor ser fraco, há obstáculos como subidas, atoleiros e etc, que as vezes a experiência supera o motor, e para quem tá começando isso pode gerar cansaço.....

TORNADO: Não posso deixar de falar dessa moto. Excelente moto, boa ciclística, mas muito pesada, para iniciantes. Não recomendo, por enquanto. Depois sim.

Lembre-se sempre que o primeiro desafio do trilheiro é dominar 100% da sua moto. 100% mesmo, conhecer cada "grilinho" dela, depois é dominar a trilha. Quando você dominar a trilha, é que você já dominou a moto, ai você pode pensar em fazer um up-grade, na motoca. Ai começa tudo denovo....

VOLTAR

O que fazer na moto para transformá-la para trilha ?

Freqüentemente nos perguntam isso, então vai lá:

Básico: Válido para qualquer motocicleta.

1- Tire tudo que fizer peso desnecessário (Pedaleiras traseiras, bagageiro, pisca, etc.). Não tire o farol dianteiro.

2- Coloque pneus de Cross (de preferência novo, que é o melhor tipo de pneu que já inventaram)

3- E pelo amor de Deus, não esquece de encher o tanque...

Intermediário:

4- Motos 2T ( DT180, DT200 ou Agrale ) elimine o autolub. Faça a mistura de óleo no próprio tanque. Se não souber como eliminar esse equipamento na moto, leve a um mecânico e peça a ele que faça. A proporção de óleo na gasolina varia de 2% a 3%, ou seja para cada 10Litros de gasolina 200ml ou 300ml de óleo ( sintético ou mineral respectivamente )

5- Se a moto for nova e original, aconselho que melhore a relação deixando-a com mais torque.

Avançado:

6 - Nesse estágio, o que manda é a criatividade. O que você quer aqui é deixar sua motinha com cara de ESPECIAL IMPORTADA, então vai depender muito do tipo de moto que você optou e como quer deixa-la. Se já chegou aqui.... parabéns . Tá gostando do esporte.

VOLTAR

O que fazer na primeira trilha?

Vamos pular a etapa de : Comprar a moto, comprar equipamento de segurança ( Capacete, bota, calça apropriada e etc ), preparar a moto e encher o tanque por favor. Afinal você não é tão mala assim !!!!!

Siga a seqüência: (não fique zangado , afinal você é novato)

1- Chegue no horário marcado com os companheiros.

2- Respeite os trilheiros mais experientes, são eles que irão te ajudar quando você cair.

3- Ande sempre em fila, e mantenha a sua posição nela.

4- Tenha sempre em mente os 10 Mandamentos do Trilheiro.

VOLTAR

O que levar ?

- Na verdade o que se leva na trilha são equipamentos de emergência e que podem te tirar de apertos. Mas não adianta levar coisas desnecessárias e nem pense em resolver todos os problemas de sua moto na trilha pois lugar pra isso não é lá. E no meio do barro, será bem mais difícil que no conforto de sua GARAGEM.....

FERRAMENTAS: Chave de vela,alicate, chave de fenda e philips, um jogo de chave de boca de 8mm a 22mm, um canivete, CORDA, fita isolante, CRIATIVIDADE e uma vela e uma caixa de fósforos ( as vezes são úteis dependendo da religião do trilheiro ).
PEÇAS:uma ou duas velas de reservas (para DTs são essenciais ), parafuso em metro ( arame ) , emenda de corrente ( 1 ou 2 ), um manete de embreagem, e alguns tipos de parafusos e porcas. Cabos de embreagem, freio e acelerador também é recomendável.

OBS: a Corda, serve tanto para rebocar quanto para quando um pneu traseiro furar, você não precise acender a vela.... amarre o pneu e o aro por entre os raios. Aperte bem para que o pneu não escorregue no aro. Você conseguirá sair da trilha numa boa...

Ver perfil do usuário http://twitter.com/erickcavalcante

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo  Mensagem [Página 1 de 1]

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum